A “flexibilidade” apresentada como modernização esconde a individualização das relações laborais, promovendo vínculos mais frágeis e instáveis.
Regressa o banco de horas individual, permitindo que o empregador ajuste horários sem negociação coletiva.
Incentiva a igualização por baixo: em vez de elevar os direitos dos mais precários, retira-se direitos aos que ainda os têm.
Negociação Coletiva Enfraquecida
A proposta acentua a caducidade das convenções coletivas, encurtando prazos de sobrevivência e dificultando a renovação.
Reduz o papel dos sindicatos, favorecendo acordos individuais e desregulação coletiva.
A lógica é clara: menos poder para os trabalhadores organizados, mais margem para os empregadores imporem condições.
Direito à Greve em Risco
Alargamento dos serviços mínimos obrigatórios a novos sectores (como creches e lares), sob o pretexto de compatibilizar com outros direitos.
Esta medida pode limitar fortemente a eficácia da greve, esvaziando-a como instrumento de luta.
Há riscos de inconstitucionalidade, mas o Governo pa
Flexibilização = Precarização
A “flexibilidade” apresentada como modernização esconde a individualização das relações laborais, promovendo vínculos mais frágeis e instáveis.
Regressa o banco de horas individual, permitindo que o empregador ajuste horários sem negociação coletiva.
Incentiva a igualização por baixo: em vez de elevar os direitos dos mais precários, retira-se direitos aos que ainda os têm.
Negociação Coletiva Enfraquecida
A proposta acentua a caducidade das convenções coletivas, encurtando prazos de sobrevivência e dificultando a renovação.
Reduz o papel dos sindicatos, favorecendo acordos individuais e desregulação coletiva.
A lógica é clara: menos poder para os trabalhadores organizados, mais margem para os empregadores imporem condições.
Direito à Greve em Risco
Alargamento dos serviços mínimos obrigatórios a novos sectores (como creches e lares), sob o pretexto de compatibilizar com outros direitos.
Esta medida pode limitar fortemente a eficácia da greve, esvaziando-a como instrumento de luta.
Há riscos de inconstitucionalidade, mas o Governo parece disposto a avançar mesmo assim.
Despedimentos
A proposta torna mais fácil e barato despedir: em vez de o trabalhador ter direito a voltar ao seu posto quando despedido sem justa causa, a empresa pode simplesmente pagar uma indemnização e seguir em frente. O despedimento deixa de ser uma exceção e passa a ser um instrumento fácil nas mãos da empresa.
Reduz a proteção dos trabalhadores e pode aumentar a incerteza no emprego, criando um ambiente onde muitos evitam exercer plenamente os seus direitos por receio de consequências.
Horário flexível e conciliação com a Vida Familiar
É alargado o conceito de horário flexível e de adaptabilidade, permitindo às empresas gerir os tempos de trabalho de forma quase unilateral.
Embora apresentada como medida de equilíbrio entre vida profissional e pessoal, na prática pode aumentar a imprevisibilidade dos horários e dificultar a organização da vida familiar, sobretudo para quem tem filhos pequenos ou presta cuidados.
Em vez de promover a conciliação, corre-se o risco de agravar o desgaste e a instabilidade dos trabalhadores.
Licença de Amamentação
Ataque a um direito essencial para a proteção da maternidade e da primeira infância.
O SITCES não aceita recuos!
Apelamos à mobilização de todos os trabalhadores e estruturas representativas para travar esta tentativa de desvalorização do trabalho e da vida de quem trabalha.